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A ABRRD

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Cuidados em Saúde Mental frente ao Coronavirus 

O mais novo adversário da saúde física mundial atende pelo nome de coronavirus.  Vindo da China transformou-se em foco da atenção mundial . Vários países se mobilizam para enfrentar os desafios de uma contaminação que acontece de pessoa a pessoa. Tal circunstância impõe a necessidade de que os infectados ( termo horroroso) sejam segregados, separados uns dos outros e dos demais não contaminados. As várias  reportagens dão  conta  da celeridade com que as providências estão sendo tomadas pra conter um surto cujas proporções seriam assustadoras.  Louváveis. Entretanto há um aspecto importantíssimo e que ainda não foi devidamente dimensionado. Trata-se da saúde mental das centenas de pessoas que estão sendo colocadas em quarentena enquanto não tem definidos os seus quadros .

O isolamento a que estão sendo submetidos impõe restrições a que se comuniquem com suas famílias e amigos. O isolamento longe de casa implica em mudanças de hábitos, perda de referências espaciais, afastamento de objetos serviços que povoam seus cotidianos, além da  necessidade de adaptação a condições de um cotidiano em coletivos onde quase todos são estranhos uns aos outros. Feridas emocionais são abertas, episódios depressivos podem ser desencadeados como efeito do isolamento, medo e ansiedade são reações esperadas e previsíveis dentro desse contexto. Sempre é importante lembrar que junto a esses quadros há também processos de resiliência cuja resultante varia de indivíduo pra indivíduo. Mas é necessário que sejam cuidados, que também  recebam atenção.

Importante que os projetos de contenção e controle do vírus levem em conta os aspectos psicológicos desses pacientes em situação de quarentena. Ser  isolado  dos demais e percebido como um perigo potencial não é um fardo emocional  fácil de carregar.  Escutas especializadas,  vídeos recreativos, música e exercícios de respiração e meditação, bem como preparação das equipes de saude para os aspectos emocionais envolvidos são itens que precisam ser incluídos nos projetos em curso.  Garantir que os isolados possam se comunicar com seus familiares, que tenham oportunidade de dar prosseguimento aos  múltiplos detalhes de suas vidas  que tenham  ficado em suspenso. Mecanismos de comunicação precisam ser garantidos para minimizar os danos psíquicos decorrentes do isolamento.  

A saude física está sendo equacionada de forma eficiente. Mas pelo que vem sendo reportado não tem havido preocupação com os aspectos psicológicos,  tão importante quanto os demais. Pelo menos não tem sido reportado. Precisamos falar sobre a saúde mental do grupo submetido às quarentenas.

Eliana Vianna- Psicóloga RJ

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